Deus estava dizendo quem Jesus é e mostrando que se agrada dele. Isso aconteceu no batismo de Jesus: enquanto o Espírito de Deus descia sobre ele, o Pai falou do céu e o chamou de seu Filho amado (Mateus 3:16-17). Não era apenas uma expressão de carinho. Era uma declaração pública sobre Jesus no começo do seu ministério.
A cena chama atenção porque João Batista batizava pessoas que reconheciam seus pecados e se arrependiam (Mateus 3:6, 11). Jesus, porém, não tinha pecado do qual se arrepender (1 Pedro 2:22). Quando João hesitou em batizá-lo, Jesus disse que aquilo era necessário pra cumprir a vontade de Deus (Mateus 3:14-15). Ao entrar na água, ele não estava confessando pecados próprios; estava dando início à missão que o levaria a salvar pecadores.
Ao dizer “meu Filho amado”, o Pai fala da relação única que tem com Jesus. Quem crê em Cristo também pode ser chamado filho de Deus, porque é recebido por Deus como filho (Romanos 8:15). Jesus é Filho de outro modo: João diz que ele já estava com Deus antes de vir ao mundo e que era Deus (João 1:1, 14). O batismo não fez de Jesus o Filho de Deus. Naquele momento, o Pai declarou publicamente quem ele já era.
A expressão “em quem me comprazo” quer dizer “em quem tenho prazer”. O Pai se agrada do Filho e do que ele veio fazer. Essas palavras também lembram Isaías 42:1, onde Deus fala de seu servo escolhido, em quem se agrada, e diz que colocará sobre ele o seu Espírito. Ao registrar o Espírito descendo sobre Jesus e, logo depois, a voz do Pai, Mateus ajuda o leitor a reconhecer Jesus como aquele que Deus havia prometido.
Portanto, Mateus 3:17 nos mostra o Pai declarando seu amor e sua aprovação por Jesus. Na mesma cena, vemos o Filho sendo batizado e o Espírito descendo sobre ele. É o começo público da missão daquele que veio fazer a vontade do Pai e salvar pecadores.