Era um sábado de importância especial porque caía durante a celebração da Páscoa judaica. É isso que João quer destacar ao contar o que aconteceu depois da morte de Jesus.
Pra entender, vale separar duas coisas. Os israelitas descansavam toda semana, no sábado. Mas Deus também mandou que, em certas datas das festas anuais, eles deixassem o trabalho habitual e se reunissem para adorá-lo. Levítico 23 apresenta tanto o sábado semanal quanto esses dias de descanso ligados às festas. Alguns deles podiam cair em qualquer dia da semana.
João diz que Jesus morreu na véspera de um sábado especialmente solene, durante a época da Páscoa (João 19:31). Por isso, as autoridades judaicas pediram a Pilatos que os corpos dos crucificados fossem retirados antes que o dia começasse. Também havia, na Lei, a orientação de não deixar durante a noite o corpo de uma pessoa executada pendurado num madeiro (Deuteronômio 21:22-23).
Então, “sábado maior” ou “sábado especial” não era o nome de uma festa diferente. Era uma maneira de dizer que aquele sábado tinha uma importância maior por estar ligado à celebração da Páscoa. Há discussões sobre a data exata daquele dia no calendário judaico, por isso não é necessário afirmar que ele caiu, com certeza, no dia 15 do mês de nisã.
O ponto principal do relato é claro: Jesus morreu quando os judeus celebravam a Páscoa. Essa celebração lembrava como Deus havia libertado Israel do Egito. O Novo Testamento relaciona a morte de Jesus à Páscoa porque ele entregou a vida para nos salvar (1 Coríntios 5:7).