A aliança mosaica foi o compromisso que Deus estabeleceu com o povo de Israel por meio de Moisés, depois de libertá-lo do Egito. Ela também é chamada de aliança do Sinai, porque foi nesse monte que Deus apresentou suas condições ao povo e lhe deu sua lei (Êxodo 19–24).
A ordem dos acontecimentos ajuda a entender o assunto: Deus primeiro libertou Israel; depois lhe deu a lei. Obedecer não era uma maneira de conquistar a libertação, mas a resposta que Deus esperava do povo que havia libertado. Israel deveria adorá-lo, viver de acordo com seus mandamentos e ser uma nação dedicada a ele. O povo aceitou esse compromisso (Êxodo 19:4-8; 24:3-8).
Essa aliança tinha uma condição clara. Se Israel obedecesse, receberia as bênçãos ligadas à sua vida como nação. Se desobedecesse, sofreria as consequências, como Deus explicou mais tarde em Deuteronômio 28. Por isso ela é chamada de *condicional*. Isso não quer dizer que Deus tivesse deixado de ser fiel às suas promessas. Quer dizer que a maneira como Israel viveria sob aquela aliança dependia de sua obediência.
A lei dada por meio de Moisés tratava de várias partes da vida do povo: sua adoração, sua justiça e sua convivência diária. Deus queria que Israel fosse uma nação dedicada a ele e que, pela maneira de viver, mostrasse aos outros povos quem ele era (Êxodo 19:5-6; Deuteronômio 4:5-8).
Mas obedecer à lei podia salvar alguém? Não. A lei mostrava o que era certo e também deixava claro o pecado humano. Os sacrifícios exigidos por ela faziam parte da adoração de Israel, mas não podiam, por si mesmos, eliminar definitivamente os pecados (Hebreus 10:1-4). O Novo Testamento explica que a lei apontava pra necessidade de Cristo; ela não tinha o poder de dar vida a quem obedecesse aos seus mandamentos (Gálatas 3:21-25).
Isso ajuda a distinguir a aliança mosaica da promessa que Deus havia feito antes a Abraão. A lei dada séculos depois não anulou aquela promessa. Paulo explica que o cumprimento dela está ligado a Cristo e que a pessoa é aceita por Deus pela fé, não por conseguir cumprir a lei de Moisés (Gálatas 3:16-18, 22).
Jesus cumpriu aquilo pra que a lei apontava (Mateus 5:17). Por meio de sua morte, ele estabeleceu a nova aliança anunciada em Jeremias 31:31-34 (Lucas 22:20; Hebreus 8:6-13). Assim, os cristãos não estão sob a aliança do Sinai como Israel esteve. Isso não torna aquela aliança sem importância: ela mostra como Deus chamou Israel pra viver, revela a gravidade do pecado e ajuda a entender por que precisamos de Jesus.