É a promessa que Deus fez depois do dilúvio: ele nunca mais destruiria todos os seres vivos por meio de um dilúvio. Essa promessa, registrada em Gênesis 9:8-17, é chamada de *Aliança Noética* porque foi feita a Noé.
Deus não fez essa aliança só com Noé. Ele a estendeu aos descendentes dele e aos animais. Isso inclui as gerações que viriam depois — inclusive a nossa. E Deus deu um sinal visível dessa promessa: o arco-íris. Em Gênesis 9, ele diz que, ao ver o arco nas nuvens, se lembraria da aliança que fez com os seres vivos.
Uma parte importante é que a promessa não depende da obediência humana. Deus não disse que evitaria outro dilúvio apenas enquanto as pessoas se comportassem bem. Em Gênesis 8:21-22, ele reconhece que o coração humano continua inclinado ao mal e, ainda assim, afirma que a vida na terra seguirá seu curso. Isso não quer dizer que Deus aprova o pecado. Quer dizer que ele decidiu não repetir aquele julgamento por meio de um dilúvio que destruísse todos os seres vivos.
Também não significa que Deus nunca mais julgará o mal. O Novo Testamento fala de um julgamento futuro e da promessa de novos céus e nova terra (2 Pedro 3:7-13). A aliança com Noé é uma promessa específica sobre o dilúvio, não uma declaração de que o mundo continuará para sempre do jeito que está.
Por isso, o arco-íris lembra duas coisas ao mesmo tempo. O dilúvio mostra que Deus leva o mal a sério; a aliança mostra que ele foi misericordioso ao preservar a vida e se comprometer com as gerações futuras. E, assim como Deus preservou Noé e sua família por meio da arca, o Novo Testamento anuncia que Jesus livra da condenação futura aqueles que confiam nele (1 Tessalonicenses 1:10).