As “águas de Noé” são as águas do dilúvio. Mas Isaías não menciona o dilúvio apenas pra lembrar o julgamento que aconteceu nos dias de Noé. O ponto principal é a promessa que Deus fez depois dele: nunca mais destruiria todos os seres vivos por meio de um dilúvio (Gênesis 9:11).
Em Isaías 54, Deus fala a um povo que sofreria por causa de sua infidelidade, mas que não seria abandonado para sempre. Ele diz que sua ira duraria pouco em comparação com a compaixão com que voltaria a acolhê-lo (Isaías 54:7-8). Então, no versículo 9, Deus compara essa promessa à que fez nos dias de Noé: assim como se comprometeu a não repetir aquele dilúvio, ele promete que sua ira não continuará contra o povo que está chamando de volta.
Isso não quer dizer que nunca mais haveria pecado, sofrimento ou qualquer forma de correção. Quer dizer que o julgamento descrito ali não seria a palavra final. No versículo seguinte, Deus reforça a promessa: mesmo que montes e colinas deixassem de existir, seu amor pelo povo e sua aliança de paz permaneceriam (Isaías 54:10).
Portanto, “águas de Noé” é uma maneira de apontar pro dilúvio e, principalmente, pro compromisso firme que Deus assumiu depois dele. Isaías usa essa lembrança pra mostrar que Deus leva o pecado a sério, mas também cumpre sua promessa de ter misericórdia e restaurar seu povo.