Ágabo era um profeta da igreja no tempo dos apóstolos. A Bíblia fala dele em duas ocasiões, ambas no livro de Atos. Nas duas, ele comunica uma mensagem do Espírito Santo sobre algo que ainda aconteceria.
A primeira vez foi em Antioquia, quando Ágabo veio de Jerusalém com outros profetas. Ele anunciou que haveria uma grande fome, e o livro de Atos diz que ela aconteceu durante o governo do imperador Cláudio. Ao ouvir isso, os cristãos de Antioquia decidiram juntar uma ajuda para os irmãos que viviam na Judeia. Cada um contribuiu conforme podia, e a ajuda foi enviada por meio de Barnabé e Saulo, também chamado Paulo (Atos 11:27-30). A mensagem de Ágabo levou a igreja a se preparar e a cuidar de pessoas que poderiam sofrer com a falta de alimento.
Ágabo aparece de novo anos depois, quando Paulo estava a caminho de Jerusalém. Dessa vez, ele pegou o cinto de Paulo, amarrou as próprias mãos e os próprios pés e explicou o que aquele gesto significava: em Jerusalém, Paulo seria preso e entregue a pessoas que não eram judias (Atos 21:10-11). Quem estava com Paulo pediu que ele não fosse, mas Paulo respondeu que estava disposto até a morrer ali por causa de Jesus (Atos 21:12-13).
Essa segunda mensagem não dizia que Paulo estava proibido de ir. Ela anunciava o sofrimento que o esperava. Mais tarde, em Jerusalém, Paulo foi detido, e as autoridades romanas passaram a mantê-lo preso (Atos 21:27-36). Os detalhes do que aconteceu não são narrados exatamente como no gesto de Ágabo; o ponto anunciado, porém, se cumpriu: Paulo acabaria nas mãos das autoridades não judias.
É isso que sabemos sobre Ágabo. Atos não conta sua história de vida nem diz o que aconteceu com ele depois. Seu papel nessas duas passagens foi transmitir mensagens do Espírito Santo, enquanto as pessoas que as ouviram precisaram decidir como agir diante delas.