Significa se aproximar de Deus com sinceridade e adorá-lo de acordo com quem ele realmente é. Jesus ensinou isso quando uma mulher samaritana lhe perguntou onde as pessoas deviam adorar: no monte usado pelos samaritanos ou em Jerusalém, como faziam os judeus (João 4:19-24).
A pergunta fazia sentido. Durante muito tempo, Jerusalém e o templo tiveram um papel importante na adoração de Israel. Jesus não disse que as diferenças entre as crenças dos dois povos nunca tinham importado. Mas anunciou que estava chegando uma nova época: o lugar deixaria de ser a questão principal. Por meio dele, as pessoas poderiam se aproximar do Pai sem depender de um monte ou de um templo específico (João 4:21-23).
Adorar “em espírito” não é apenas estar presente num culto ou cumprir uma cerimônia. A adoração envolve nosso interior: o que pensamos, desejamos e sentimos diante de Deus. Isso não quer dizer que precisamos sentir uma emoção intensa o tempo todo. Podemos adorar com alegria, mas também em meio ao cansaço e à tristeza, falando com Deus com sinceridade. Alguns cristãos entendem que Jesus também está apontando pra ação do Espírito Santo, que nos ajuda a nos aproximar do Pai. Essa ideia combina com outros ensinamentos do Novo Testamento, embora a expressão, nessa conversa, destaque que a adoração não depende de um lugar físico.
Adorar “em verdade” é não inventar um Deus à nossa maneira. A mulher e Jesus falavam sobre costumes religiosos, mas Jesus a levou a conhecer aquilo que Deus estava fazendo por meio dele. Logo depois, revelou a ela que era o Messias esperado (João 4:25-26). Por isso, a verdade aqui não é só ter informações corretas: é conhecer o Pai como Jesus o revela e responder a ele com honestidade.
As duas coisas andam juntas. Não basta conhecer ensinamentos sobre Deus e manter o coração longe dele. Também não basta sentir algo forte sem se importar com o que Jesus ensinou. Adorar em espírito e em verdade é voltar-se de coração para o Pai, confiando em Jesus e procurando conhecê-lo e obedecer-lhe. Isso pode acontecer numa reunião da igreja, mas não fica limitado a ela.