Ser abundante em esperança é confiar cada vez mais no futuro que Deus prometeu, em vez de depender apenas do que conseguimos ver agora. Paulo diz que essa esperança vem de Deus e cresce em nós pelo poder do Espírito Santo. Não é a certeza de que tudo vai acontecer do jeito que queremos. É a confiança de que Deus cumprirá o que prometeu em Cristo.
O contexto ajuda a entender por que Paulo falou disso. Pouco antes, ele pediu aos cristãos de Roma que acolhessem uns aos outros, assim como Cristo os acolheu. Havia entre eles judeus e não judeus, pessoas com histórias e costumes diferentes. Paulo mostrou, pelas Escrituras, que Deus também havia prometido alcançar os outros povos e dar a eles esperança em Cristo (Romanos 15:7-12). Por isso, a esperança de que ele fala não era só um sentimento particular. Ela ajudava aqueles cristãos a viverem juntos como povo de Deus.
Em Romanos 15:13, Paulo ora para que Deus os encha de alegria e paz enquanto confiam nele, e para que, pelo poder do Espírito Santo, tenham esperança em abundância. A ordem do pensamento é importante: Paulo não manda os cristãos produzirem esperança à força. Ele ora ao “Deus da esperança”, porque é Deus quem a dá e a fortalece. A alegria e a paz também não significam uma vida sem conflitos ou dias difíceis. Significam que a confiança em Deus pode sustentar a pessoa mesmo quando há motivos pra se preocupar.
Essa esperança tem um fundamento concreto: Jesus ressuscitou. Por isso, os cristãos esperam a vida que Deus prometeu aos que pertencem a Cristo (1 Pedro 1:3-4). E ainda aguardam a volta de Jesus e o cumprimento completo daquilo que Deus começou (Tito 2:13). Enquanto isso não acontece, é preciso esperar com paciência pelo que ainda não vemos, como Paulo explica em Romanos 8:24-25.
Então, ser abundante em esperança não é fingir que os problemas são pequenos, nem afirmar que sabemos como cada dificuldade vai terminar. É poder dizer: *“Ainda não vejo tudo resolvido, mas confio no Deus que ressuscitou Jesus e não deixa de cumprir suas promessas.”* Essa confiança nos ajuda a perseverar e também a acolher outros cristãos, lembrando que todos dependemos da mesma graça de Deus.