Significa rejeitar de verdade aquilo que é mau, sem deixar de amar as pessoas. Paulo não está dizendo que o cristão deve sentir ódio de quem erra. Ele está dizendo que o amor sincero não pode fazer as pazes com o pecado.
Em Romanos 12:9, Paulo põe duas atitudes lado a lado: rejeitar o mal e se apegar ao bem. Isso ajuda a entender o que ele quer dizer. Abominar o mal não é apenas dizer “isso é errado” e depois continuar praticando. É levar o mal a sério, recusar-se a participar dele e escolher o que é bom, mesmo quando essa escolha custa alguma coisa.
O restante do capítulo mostra como isso funciona na vida real. Paulo ensina os cristãos a ajudar quem precisa, a viver em paz sempre que possível e a não retribuir o mal com o mal (Romanos 12:13, 17-21). Portanto, abominar o mal não é maltratar quem o pratica. Se alguém nos prejudica, não precisamos fingir que aquilo foi certo. Mas também não devemos usar o erro da pessoa como desculpa pra nos vingar.
Essa atitude começa pelas nossas próprias escolhas. É mais fácil perceber o mal nos outros do que reconhecer uma mentira que contamos, uma injustiça que cometemos ou o prazer que sentimos em devolver uma ofensa. Paulo nos chama a rejeitar essas coisas em nós também. E “apegar-se ao bem” significa ir além de evitar o erro: é agir com honestidade, justiça e amor.
Por que o amor tem tudo a ver com isso? Porque o mal fere pessoas. Quem ama não trata como algo sem importância aquilo que destrói a confiança, explora alguém ou causa sofrimento. Ao mesmo tempo, amar uma pessoa inclui desejar que ela abandone o que está fazendo de errado. Por isso, é possível se opor firmemente a um comportamento e ainda tratar quem o praticou com dignidade.
Então, abominar o mal não é viver com raiva, nem se achar melhor que os outros. É aprender a dizer “não” ao que Deus chama de mau e “sim” ao que é bom — nas próprias atitudes e na maneira de tratar as pessoas.