Significa responder ao mal sem desejar o mal de volta. Em Lucas 6:28, Jesus ensina seus seguidores a abençoar quem os amaldiçoa e a orar por quem os maltrata. Se alguém fala contra você com ódio ou deseja que algo ruim lhe aconteça, abençoá-lo não é fingir que aquilo foi bom. É se recusar a devolver a maldição e desejar que Deus faça o bem àquela pessoa.
Jesus está falando de um amor que vai além de tratar bem quem nos trata bem. No mesmo ensino, ele manda amar os inimigos e fazer o bem a quem nos odeia (Lucas 6:27). É fácil entender por que isso custa tanto: quando alguém nos fere, a vontade imediata pode ser ferir de volta. Jesus nos chama a agir de outra maneira.
Na prática, abençoar pode começar com uma oração sincera. Você pode pedir que Deus ajude aquela pessoa a reconhecer o que fez, mudar de atitude e receber o bem de que precisa. Não é preciso pedir que ela continue agindo como está, nem negar a dor que causou. Desejar o bem dela inclui desejar que deixe de fazer o mal.
Isso também muda a maneira de responder. Em vez de insultar de volta, espalhar ofensas ou procurar vingança, você pode falar a verdade sem crueldade. Se for possível ajudar essa pessoa de um modo justo, pode fazer isso. Jesus resume essa forma de agir ao ensinar que devemos tratar os outros como gostaríamos de ser tratados (Lucas 6:31).
Abençoar não significa aceitar abusos nem abrir mão de proteção. Você pode estabelecer limites, se afastar de alguém perigoso e procurar ajuda. Amar uma pessoa não exige confiar nela enquanto continua agindo de forma prejudicial.
O motivo que Jesus dá é o caráter de Deus: ele é bondoso até com pessoas ingratas e más, e chama seus filhos a serem misericordiosos (Lucas 6:35-36). Portanto, abençoar quem nos amaldiçoa é escolher não deixar que o mal recebido determine o mal que faremos. É procurar o bem do outro, mesmo quando precisamos nos proteger daquilo que ele faz.