Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

O que Deus quer dizer com “Minha é a vingança”?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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Quando alguém nos fere, é natural querer que a pessoa responda pelo que fez. Em Romanos 12:19, Deus não está dizendo que a injustiça não importa. Ele está dizendo que não cabe a nós revidar por conta própria. A decisão de julgar e dar a resposta justa pertence a ele.

Paulo escreve isso a cristãos que precisam lidar com pessoas que lhes fazem mal. Em vez de retribuir a ofensa, ele os orienta a deixar o julgamento nas mãos de Deus e, quando houver oportunidade, fazer o bem até mesmo ao inimigo (Romanos 12:19-21). Isso não significa chamar o mal de bem, nem fingir que nada aconteceu. Significa não permitir que a atitude de outra pessoa determine a nossa.

Podemos desejar que a justiça seja feita. O problema é tentar fazê-la com as próprias mãos, movidos pela raiva ou pelo desejo de fazer o outro sofrer. Nós conhecemos apenas parte dos fatos e nem sempre enxergamos com clareza os nossos próprios motivos. Deus, porém, conhece tudo e julga com justiça. É por isso que podemos entregar a ele a retribuição, sem precisar negar a dor que sentimos.

Jesus mostrou como isso é possível. Quando foi insultado e maltratado, não respondeu com insultos nem ameaças; confiou naquele que julga com justiça (1 Pedro 2:23). Isso não tornou o que fizeram com ele menos errado. Mostrou que ele não precisava se vingar pra que a injustiça fosse levada a sério.

Deixar a vingança com Deus também não é abrir mão de proteção ou de justiça. Quem sofreu violência, abuso ou outro crime pode se afastar do agressor, buscar ajuda e denunciar o que aconteceu. O próprio Paulo distingue a vingança pessoal da responsabilidade das autoridades de agir contra quem pratica o mal (Romanos 13:1-4). Perdoar não exige permanecer em perigo nem impedir que alguém responda por seus atos.

Então, “Minha é a vingança” é, ao mesmo tempo, uma ordem e um consolo. É uma ordem pra não pagar o mal com o mal. E é um consolo porque não precisamos carregar sozinhos a tarefa de fazer tudo ser acertado. Podemos buscar o que é justo, tomar as medidas necessárias e confiar a Deus o julgamento que só ele pode fazer perfeitamente.