Jesus quis dizer que o valor de uma decisão aparece no que ela produz. As pessoas podiam criticar João Batista e Jesus, mas precisavam olhar com honestidade pro que Deus estava fazendo por meio deles. É esse o sentido da frase em Mateus 11:19. Ali, “justificada” não quer dizer perdoada; quer dizer reconhecida como certa.
João e Jesus agiam de maneiras bem diferentes. João vivia com austeridade: não participava de refeições e festas como as outras pessoas. Por isso, seus críticos diziam que ele tinha um demônio. Jesus, por sua vez, comia com as pessoas, inclusive com gente malvista pela sociedade. Então os mesmos críticos o chamavam de comilão, beberrão e amigo de pecadores (Mateus 11:18-19).
A diferença entre os dois não era uma contradição. João chamava o povo ao arrependimento e preparava o caminho pra Jesus. Jesus também chamava as pessoas ao arrependimento, mas se aproximava delas pra anunciar o Reino de Deus. O problema é que alguns rejeitavam João por ser reservado e rejeitavam Jesus por ser próximo das pessoas. Nenhuma das duas formas de agir lhes parecia aceitável.
Por isso, Jesus aponta pras obras. Não bastava julgar João ou Jesus pela maneira como comiam ou deixavam de comer. Era preciso considerar o que acontecia por meio deles. João preparou o povo pra chegada de Jesus; e Jesus anunciava as boas notícias, curava pessoas e acolhia quem era desprezado (Mateus 11:4-5, 9-10). Esses resultados davam motivo pra reconhecer a sabedoria do que Deus estava fazendo.
A frase também nos convida a examinar os julgamentos daqueles críticos. Se a opinião deles os levava a rejeitar tanto João quanto Jesus, será que estavam julgando bem? Em vez de ouvir a mensagem, procuravam defeitos nos mensageiros.
Assim, a lição de Mateus 11:19 é simples: não devemos chamar algo de errado só porque não corresponde às nossas expectativas. Jesus nos ensina a olhar com atenção pro que Deus disse e pro que suas obras mostram, antes de tirar conclusões.