Tapetinho vermelho | Histórias para reflexão

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Uma senhora muito simples morava em uma casinha bem humilde com a sua neta, que estava muito doente. Apesar de todos os cuidados, a menina piorava a cada dia e já não conseguia mais sair da cama. Como não tinha dinheiro para chamar um táxi e levar a neta ao médico, a mulher decidiu deixá-la sozinha e ir a pé até a cidade em busca de ajuda.

Ao chegar ao único hospital público da região, a senhora ouviu das enfermeiras que os médicos não poderiam ir até sua casa; era ela quem deveria trazer a menina para ser examinada e medicada. Desesperada e sem saber o que fazer, a avó saiu do hospital e passou a andar sem rumo certo. Ao passar em frente a uma igreja, ela resolveu entrar. Algumas senhoras estavam ajoelhadas fazendo suas orações e a avó também se ajoelhou. Ela ouviu as orações daquelas mulheres e, assim que pôde, levantou um clamor a Deus, dizendo:

_ Oi, Senhor, sou eu, a Judite. Olha, Deus, a minha netinha está lá em casa, muito doente. Eu gostaria que o Senhor fosse até lá para curá-la, por favor. Anote o meu endereço, Deus: Alameda das Oliveiras, número 3.

As outras mulheres estranharam a forma com que aquela senhora orava, mas continuaram ouvindo.

_ Não tem erro, Deus. É só o Senhor seguir o caminho de terra batida e, quando passar a ponte do riacho, o Senhor pega a terceira estradinha de pedra. Passando a vendinha do Sr. Luiz, a minha casa é o último barraquinho da rua.

Naquele momento, as mulheres ao lado já não oravam. Elas só conseguiam prestar atenção na senhora e se esforçavam para não rir muito alto... A avó da menina, porém, não se importou com aquilo e prosseguiu em sua conversa com Deus:

 _ Olha, Senhor. Eu tranquei a porta da frente, mas a chave fica debaixo do tapetinho vermelho. É muito fácil encontrar. Por favor, Deus, cure a minha netinha. Desde que meu marido e minha filha foram morar aí no céu, ela tem sido a minha única alegria. Obrigado.

E quando todas haviam pensado que a oração da idosa tinha terminado, ela complementou:_ Ah! Deus, por favor, não se esqueça de trancar a porta e devolver a chave debaixo do tapetinho vermelho, senão eu não consigo entrar em casa! Até mais.

Assim que dona Judite foi embora, as outras senhoras da igreja soltaram o riso e fizeram várias piadas sobre a sua oração. Uma delas disse:

_ Como pode uma pessoa nessa idade não saber fazer uma oração decente!? E voltou a rir.

Porém, dona Judite teve uma grata surpresa ao chegar em casa: a neta havia saído da cama e estava sentada no chão da sala, brincando com suas bonecas. Muito alegre, a avó perguntou à menina:

_ Minha neta, você já está de pé?

E a garotinha, olhando com carinho para a avó, respondeu:

Um médico esteve aqui, vovó. Ele entrou no meu quarto, me deu um beijinho na testa e disse que eu iria ficar boa logo. E não é que eu fiquei boa mesmo!? Ai, vovó... Aquele médico era tão bonito, sua roupa era tão branquinha que parecia brilhar. Ah, ele mandou dizer pra senhora que foi muito fácil achar a nossa casa e que ia deixar a chave debaixo do tapetinho vermelho, do jeito que a senhora pediu.

"Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus" (Romanos 8:26-27).

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